O Brasil chega a mais uma eleição presidencial diante de uma escolha que vai muito além de nomes, partidos ou preferências pessoais. O que estará em jogo é o modelo de país que queremos construir para os próximos anos.
Para quem vive da produção, empreende, emprega, investe e conhece de perto as dificuldades de fazer o Brasil funcionar, essa discussão precisa ser feita com clareza.
Defendo a eleição de um projeto de direita para a Presidência da República porque acredito em alguns princípios que considero fundamentais: liberdade econômica, responsabilidade fiscal, segurança jurídica, respeito à propriedade privada, valorização de quem trabalha e produz e um Estado que cumpra suas funções essenciais sem tentar substituir a sociedade.
O Brasil precisa voltar a valorizar quem produz
O produtor rural conhece como poucos o peso das decisões tomadas em Brasília.
Juros, crédito, impostos, infraestrutura, legislação ambiental, regularização fundiária, segurança no campo, comércio exterior e estabilidade econômica chegam rapidamente à porteira.
Não existe agricultura forte sem confiança para investir.
Não existe pecuária competitiva sem segurança jurídica.
Não existe indústria pujante sem energia, infraestrutura e previsibilidade.
E não existe geração sustentável de empregos sem empresas dispostas a investir seu próprio capital e assumir riscos.
É por isso que acredito em um governo que enxergue quem produz não como adversário a ser combatido ou simplesmente como fonte de arrecadação, mas como parte fundamental do desenvolvimento nacional.
Propriedade privada não pode ser relativizada
Para o campo, existe ainda um princípio inegociável: o respeito à propriedade privada.
Quem comprou, herdou, financiou ou construiu seu patrimônio ao longo de gerações precisa ter a segurança de que seus direitos serão respeitados.
Conflitos fundiários devem ser resolvidos dentro da lei e pelas instituições. Invasões não podem ser transformadas em instrumento legítimo de pressão política.
O produtor precisa acordar pensando em produzir e não preocupado com a possibilidade de perder aquilo que sua família levou décadas para construir.
Defender a propriedade privada não significa ignorar questões sociais. Significa reconhecer que nenhuma política social duradoura pode ser construída destruindo segurança jurídica.
Responsabilidade fiscal também é política social
Durante muito tempo venderam ao brasileiro a ideia de que responsabilidade fiscal seria preocupação apenas de economistas ou do mercado financeiro.
Não é.
Quando o governo perde o controle das contas públicas, cresce a desconfiança, aumentam as pressões sobre juros e inflação e diminui a capacidade de investimento.
E quem mais sofre com a inflação não é quem possui patrimônio suficiente para se proteger dela. É justamente a população de menor renda, que compromete grande parte do orçamento com alimentação, transporte, energia e moradia.
Responsabilidade fiscal, portanto, também é responsabilidade social.
O Brasil precisa de um Estado que saiba estabelecer prioridades e compreender que dinheiro público pertence ao cidadão.
Menos dependência, mais oportunidade
Políticas de transferência de renda são necessárias para quem realmente precisa delas. Um país com as desigualdades brasileiras não pode simplesmente abandonar seus cidadãos mais vulneráveis.
Mas assistência precisa ser ponte, não destino.
O grande objetivo de uma política social deveria ser permitir que cada vez mais brasileiros deixassem de depender dela.
Isso acontece com educação, qualificação, crescimento econômico, empreendedorismo e emprego.
A verdadeira transformação social ocorre quando uma família passa a depender cada vez menos do Estado porque conquistou renda própria, autonomia e oportunidade.
Segurança pública também precisa estar no centro do debate
Não existe liberdade onde o cidadão tem medo.
O Estado precisa recuperar sua capacidade de enfrentar organizações criminosas, proteger as fronteiras, combater o tráfico e garantir que trabalhadores possam viver e empreender sem serem submetidos ao domínio do crime.
A autoridade do Estado democrático não pode ser substituída pela autoridade de facções.
Direitos fundamentais precisam valer, em primeiro lugar, para o cidadão que respeita a lei.
O agro precisa compreender sua responsabilidade
O agronegócio brasileiro não pode participar da política apenas quando surge uma crise de crédito, uma invasão, uma nova tributação ou uma regra ambiental prejudicial.
Precisamos discutir o projeto de país antes da eleição.
Quem vive no campo sabe que patrimônio não aparece por decreto. Produção exige trabalho, investimento, conhecimento, risco e perseverança.
Por isso, valores como propriedade privada, liberdade econômica, segurança jurídica e responsabilidade fiscal possuem relação direta com a realidade de quem produz.
Não se trata de exigir que todo produtor pense exatamente da mesma maneira. Democracia pressupõe divergência.
Trata-se de compreender quais propostas oferecem melhores condições para que o Brasil produza, invista e cresça.
Não basta ser contra a esquerda
A direita também precisa fazer sua própria reflexão.
Não basta vencer uma eleição dizendo que é contra a esquerda.
É necessário apresentar um projeto sério de governo.
Precisamos de uma direita preparada para administrar, com responsabilidade econômica, compromisso institucional e capacidade de transformar princípios em políticas públicas.
Uma direita que dialogue com o setor produtivo, mas que também apresente respostas para pobreza, educação, saúde, infraestrutura e segurança.
O Brasil não precisa apenas trocar quem ocupa o Palácio do Planalto. Precisa escolher um rumo.
A eleição é sobre o Brasil que queremos deixar
Venho de uma família ligada ao campo há gerações. Sou bisneto, neto e filho de produtor rural.
Ao longo da minha vida, conheci diferentes etapas da cadeia produtiva. Conheci momentos de sucesso e também períodos de grandes dificuldades.
Essa experiência me ensinou algo simples: produzir é difícil. Destruir confiança é muito mais fácil.
Um país pode levar décadas construindo credibilidade e perder parte dela rapidamente quando abandona segurança jurídica, equilíbrio econômico e previsibilidade.
Por isso, acredito que o Brasil precisa eleger para a Presidência um projeto de direita comprometido com democracia, liberdade, propriedade privada, responsabilidade fiscal, segurança pública e valorização de quem trabalha e produz.
Não se trata de idolatrar políticos.
Políticos passam.
Os princípios permanecem.
E é por esses princípios, e pelo Brasil que queremos entregar aos nossos filhos, que acredito que chegou a hora de escolher um caminho de direita para o país.












