Diego Trindade

Os números não mentem: compare os estados mais ligados à direita e à esquerda e veja quem realmente gera riqueza no agro

Existe uma narrativa política muito repetida no Brasil. Mas quando saímos do discurso e analisamos os números, aparece uma realidade que incomoda muita gente: Os estados brasileiros mais ligados ao agronegócio, à geração de riqueza no interior e ao crescimento da economia privada normalmente estão associados a modelos mais favoráveis à liberdade econômica, ao empreendedorismo […]

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Existe uma narrativa política muito repetida no Brasil.

Mas quando saímos do discurso e analisamos os números, aparece uma realidade que incomoda muita gente:

Os estados brasileiros mais ligados ao agronegócio, à geração de riqueza no interior e ao crescimento da economia privada normalmente estão associados a modelos mais favoráveis à liberdade econômica, ao empreendedorismo e à produção.

Enquanto isso, diversos estados historicamente dominados por grupos políticos alinhados à esquerda continuam convivendo com:

* maior dependência do setor público;
* menor renda média;
* menor dinamismo econômico;
* menor industrialização;
* maior dependência de programas sociais.

E os números ajudam a explicar por quê.

Mato Grosso: um estado movido pelo agro

O Mato Grosso se transformou na maior potência agropecuária do Brasil.

Hoje o estado:

* lidera a produção nacional de soja;
* lidera a produção nacional de milho;
* lidera a produção nacional de algodão;
* possui um dos maiores rebanhos bovinos do planeta.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária mato-grossense ultrapassou aproximadamente R$ 230 bilhões.

Municípios como:

* Sorriso;
* Lucas do Rio Verde;
* Primavera do Leste;
* Campo Novo do Parecis;

se transformaram em polos econômicos altamente desenvolvidos.

O que antes era considerado interior remoto virou centro de geração de riqueza.

Goiás: agro representa mais de 30% da economia

O Goiás possui uma das economias mais ligadas ao agronegócio do país.

Hoje o agro responde por aproximadamente 30% do PIB estadual.

O estado se consolidou como potência nacional em:

* grãos;
* proteína animal;
* etanol;
* agroindústria.

O resultado aparece diretamente nos indicadores econômicos:

* crescimento do interior;
* expansão industrial;
* geração de empregos privados;
* forte arrecadação.

Paraná: cooperativismo que virou riqueza

O Paraná possui um dos modelos mais eficientes do Brasil.

O estado:

* é líder nacional em proteína animal;
* está entre os maiores produtores de soja e milho;
* possui algumas das maiores cooperativas agroindustriais do mundo.

Cooperativas como:

* Coamo;
* C.Vale;
* Lar;
* Integrada;

movimentam dezenas de bilhões de reais anualmente.

O resultado é um interior extremamente forte economicamente.

Santa Catarina: agroindustrialização e renda

O Santa Catarina mostra outro modelo de sucesso.

Mesmo sendo territorialmente pequeno, o estado tornou-se referência nacional em:

* suinocultura;
* avicultura;
* leite;
* agroindústria.

O agro impulsionou cidades organizadas, forte geração de empregos e alta renda per capita.

Agora compare com parte do Nordeste

Enquanto estados do Centro-Oeste e Sul enriqueceram através da produção, diversos estados nordestinos continuaram altamente dependentes do setor público.

E aqui não estamos falando de potencial.

Porque potencial existe de sobra.

Estamos falando de resultado econômico.

Ceará: enorme potencial, mas agro ainda subaproveitado

O Ceará possui cerca de 9 milhões de habitantes.

O agronegócio representa aproximadamente 19% da economia estadual, sendo cerca de 6,2% diretamente ligados à agropecuária. (Cepea Esalq/USP)

Em 2025, as exportações do agro cearense chegaram a aproximadamente US$ 453 milhões.

O estado lidera:

* exportação de castanha de caju;
* exportação de cera de carnaúba;
* produção de frutas irrigadas;
* carcinicultura.

Mas a pergunta é:

Com toda essa capacidade produtiva, por que o Ceará ainda possui enorme dependência econômica do setor público em diversas regiões?

Bahia: o agro cresce quando recebe liberdade

A Bahia talvez seja o maior exemplo do potencial do Nordeste.

O agronegócio baiano movimentou aproximadamente R$ 118,4 bilhões em 2025, representando cerca de 22,1% de toda economia estadual. (Bahia.gov.br)

No Oeste Baiano:

* mais de 1,7 milhão de hectares de soja;
* produtividade próxima de 67 sacas por hectare;
* municípios bilionários em produção agrícola.

São Desidério se tornou um dos municípios mais ricos do agro brasileiro.

Ou seja:

Quando o agro recebe espaço, a riqueza aparece.

Piauí: o agro transformou regiões inteiras

O Piauí era historicamente um dos estados mais pobres do Brasil.

Mas a expansão agrícola mudou completamente regiões como:

* Uruçuí;
* Bom Jesus;
* Baixa Grande do Ribeiro.

O MATOPIBA registrou crescimento próximo de 92% na produção de grãos em apenas dez anos, saltando de aproximadamente 18 milhões para 35 milhões de toneladas. (Cepea Esalq/USP)

A projeção é ultrapassar 48 milhões de toneladas até 2033.

O que gerou:

* empregos;
* arrecadação;
* investimentos privados;
* crescimento econômico.

Maranhão: potencial gigantesco, mas indicadores ainda baixos

O Maranhão possui:

* porto estratégico;
* ferrovia;
* expansão agrícola;
* milhões de hectares agricultáveis.

Mesmo assim continua figurando entre os menores indicadores de renda do país.

Isso mostra que crescimento produtivo isolado não basta.

É necessário ambiente econômico favorável para transformar produção em desenvolvimento amplo.

O agro sustenta o Brasil

Os números nacionais são ainda mais impressionantes.

O agronegócio brasileiro movimentou aproximadamente R$ 3,2 trilhões em 2025. (Cepea Esalq/USP)

O setor passou a representar cerca de 25,13% de toda economia brasileira. (Cepea Esalq/USP)

Isso significa:

1 em cada 4 reais produzidos no Brasil vem direta ou indiretamente do agro. (Cepea Esalq/USP)

Além disso:

* quase 50% das exportações brasileiras vêm do agro;
* milhões de empregos dependem do setor;
* boa parte da entrada de dólares no país vem da produção rural.

Os números mostram uma verdade difícil de negar

Quando observamos os estados mais ligados:

* à produção;
* ao empreendedorismo;
* ao agronegócio;
* à liberdade econômica;

vemos crescimento mais forte do interior, maior geração de riqueza e menor dependência da máquina pública.

Já estados excessivamente dependentes do Estado continuam enfrentando:

* baixa renda;
* dependência fiscal;
* desemprego estrutural;
* crescimento limitado.

A conclusão é simples:

Os números mostram uma realidade clara: os estados mais ligados à produção, à liberdade econômica e ao fortalecimento do agronegócio foram os que mais cresceram economicamente nas últimas décadas.

Mato Grosso, Goiás, Paraná e Santa Catarina se tornaram referências em geração de riqueza, empregos e desenvolvimento do interior graças ao agro forte, à iniciativa privada e à segurança para produzir.

Enquanto isso, diversos estados historicamente administrados por grupos de esquerda continuam apresentando maior dependência da máquina pública, menor industrialização e menor dinamismo econômico, mesmo possuindo enorme potencial produtivo.

A diferença entre os modelos aparece na prática:

Onde o agro recebe liberdade, investimento e segurança jurídica, a economia cresce.
Onde o setor produtivo é sufocado por burocracia, excesso de Estado e visão ideológica, a pobreza permanece.

O agro não gera apenas alimentos.
O agro gera riqueza, empregos e desenvolvimento.

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