Diego Trindade

Do Pantanal ao mundo: a força do agro de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul: a nova potência agroindustrial do Brasil Poucos estados brasileiros conseguiram construir, em tão pouco tempo, uma identidade econômica tão sólida quanto Mato Grosso do Sul. O que antes era reconhecido principalmente pela pecuária extensiva hoje se consolidou como uma das maiores potências agroindustriais do Brasil, combinando produção de alimentos, tecnologia, sustentabilidade […]

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Mato Grosso do Sul: a nova potência agroindustrial do Brasil

Poucos estados brasileiros conseguiram construir, em tão pouco tempo, uma identidade econômica tão sólida quanto Mato Grosso do Sul. O que antes era reconhecido principalmente pela pecuária extensiva hoje se consolidou como uma das maiores potências agroindustriais do Brasil, combinando produção de alimentos, tecnologia, sustentabilidade e industrialização.

Mato Grosso do Sul é um exemplo de que o agronegócio moderno não vive apenas de grandes áreas. Vive de produtividade, gestão, pesquisa, logística e segurança jurídica. É um estado que transformou suas vantagens naturais em competitividade internacional.

Os números que impressionam

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Estado alcançou aproximadamente R$ 79,6 bilhões em 2025, crescimento superior a 20% em relação ao ano anterior. O Estado ocupa hoje a 7ª posição nacional no ranking do VBP, respondendo por cerca de 5,6% de toda a riqueza gerada pelo agronegócio brasileiro.

A agricultura representa aproximadamente 64,5% dessa riqueza, enquanto a pecuária responde por 35,5%, demonstrando um equilíbrio raro entre produção vegetal e animal.

Soja, milho e cana lideram a agricultura

Na agricultura, a soja continua sendo a grande locomotiva econômica, representando cerca de 33% do VBP estadual, seguida pelo milho (16,8%) e pela cana-de-açúcar (11,5%). Já na pecuária, os bovinos respondem por aproximadamente 26% de toda a riqueza produzida no campo sul-mato-grossense, além da crescente participação da avicultura e da suinocultura.

Além dos grãos e do boi: a revolução industrial

Mas limitar Mato Grosso do Sul apenas aos grãos e ao boi seria ignorar a revolução silenciosa que acontece no Estado.

Nos últimos anos, o MS tornou-se um dos maiores polos mundiais da indústria de celulose. Grandes investimentos transformaram cidades como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Inocência em verdadeiros corredores industriais, agregando valor à produção florestal e diversificando ainda mais a economia estadual.

Ao mesmo tempo, a integração entre lavoura, pecuária e floresta (ILPF), a agricultura de precisão, o uso crescente da inteligência artificial, da biotecnologia e do monitoramento por satélite colocam o produtor sul-mato-grossense entre os mais tecnificados do país.

Sustentabilidade e o desafio do Pantanal

Outro diferencial é a sustentabilidade.

O Pantanal, maior área úmida contínua do planeta, convive com uma das agropecuárias mais eficientes do Brasil. O desafio permanente de produzir preservando tem impulsionado investimentos em manejo racional, recuperação de áreas, integração produtiva e conservação ambiental, mostrando que desenvolvimento econômico e preservação podem caminhar juntos.

Posição estratégica na América do Sul

Além disso, Mato Grosso do Sul ocupa posição estratégica no centro da América do Sul. A proximidade com Paraguai e Bolívia, os investimentos na Rota Bioceânica, a expansão ferroviária e a melhoria da infraestrutura logística ampliam cada vez mais sua competitividade internacional.

Não por acaso, o agronegócio é hoje o principal motor da economia sul-mato-grossense, impulsionando empregos, arrecadação, exportações e investimentos privados.

Um olhar de dentro do setor

Como sul-mato-grossense, produtor rural e advogado que acompanha de perto o setor, vejo com orgulho essa transformação. O Estado demonstra que desenvolvimento sustentável não é discurso: é planejamento, investimento e trabalho.

Mato Grosso do Sul deixou de ser apenas uma grande fronteira agrícola. Tornou-se referência nacional em produtividade, inovação e agroindustrialização.

E, ao que tudo indica, esse é apenas o começo.

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