Coberturas

EPROCE de setembro reúne produtores do sertão cearense para discutir o futuro do campo

Debaixo de uma tenda armada na zona rural do sertão, produtoras, pecuaristas e mineradores se revezaram no microfone durante o EPROCE de setembro. Não havia, porém, um tema único na pauta. Ainda assim, havia um fio condutor claro: o campo do Ceará precisa de mais gestão e mais gente disposta a permanecer na terra. O […]

EPROCE de setembro reúne produtores do sertão cearense para discutir o futuro do campo

Debaixo de uma tenda armada na zona rural do sertão, produtoras, pecuaristas e mineradores se revezaram no microfone durante o EPROCE de setembro. Não havia, porém, um tema único na pauta. Ainda assim, havia um fio condutor claro: o campo do Ceará precisa de mais gestão e mais gente disposta a permanecer na terra.

O EPROCE é um movimento horizontal de produtores rurais. Ao todo, está organizado em torno de quatro pilares: União, Inovação, Sustentabilidade e Representatividade. Por isso, o encontro de setembro reuniu vozes de diferentes gerações e frentes do agronegócio regional, com um dos pontos altos sendo a palestra de Ronald Andrade e do agrônomo Abidênago Cavalcante.

A pecuária vista com olhos de mineração

O momento de maior aplicação prática do encontro veio com a apresentação da dupla. Juntos, os dois são sócios em uma fazenda no sertão de Alcará. Nela, Ronald trouxe a lógica de custos da mineração da família. Assim, cada etapa da operação é tratada como um serviço contratado à parte, com margem própria a ser atingida. Dessa forma, é possível enxergar com clareza onde está o lucro e onde está o prejuízo do gado.

Coube a Abidênago Cavalcante a parte técnica: o manejo de pastagem para atravessar o período de seca. No sertão de Alcará, aliás, essa seca se estende de junho a janeiro. Para isso, o método combina setorização da fazenda, monitoramento de chuva por pluviômetros simples, análise de solo antes de qualquer adubação e colheita mecanizada de capim para silagem. Com essa base, os dois apresentaram uma meta de 2,5 unidades animais por hectare, mais que o dobro da média nacional em pastagem cultivada.

A dupla também mostrou fotos comparando pastos colhidos de forma mecanizada com áreas de pastejo livre. Além disso, defendeu que mesmo pequenas propriedades podem sustentar pecuária de corte de forma rentável, desde que a gestão seja próxima e constante.

O que fica do EPROCE de setembro

Da pedreira para o pasto, a mensagem que o EPROCE de setembro deixou foi clara: gestão e conhecimento técnico transformam a realidade do produtor rural, mesmo em um sertão marcado pela seca. A palestra de Ronald Andrade e Abidênago Cavalcante mostrou, na prática, que um método simples de organização pode fazer uma fazenda inteira se sustentar com os próprios números, sem depender de sorte com a chuva.

O recado que fica é direto: o sertão do Ceará tem números para mostrar e histórias para contar, e o EPROCE segue sendo o espaço onde essas duas coisas se encontram.

Agradecimento

O EPROCE de setembro reforçou seu papel como espaço aberto para debater os assuntos do agro cearense. Fica o agradecimento a todos os produtores, palestrantes e participantes que estiveram presentes e tornaram o encontro possível, com destaque para Ronald Andrade e Abidênago Cavalcante pela contribuição direta ao debate técnico do dia.

Assista completo aqui: https://www.instagram.com/reel/Dc35dGsEg-c/

fique por dentro

Inscreva-se para receber atualizações