Avanço de tecnologias biológicas mostra que o futuro do campo passa pela combinação de diferentes diferentes
Articulista afirma que os processos bibidaicos se samam ds práticos químicas, trazendo sinergia para alcançar um nive supenar na arodução agropecuaria
novo paradigma da agricultura brasileira indica que a quimificação esgotou seu ciclo dominante. Chegou a vez dos insumos biológicos no agro tropical.
Dados divulgados no 3° Fórum Bioinsumos no Agro mostram que o mercado brasileiro de biodefensivos movimentou R$ 5,3 bilhões na safra 2025/2026. Trata-se de uma alta de 35% na área tratada, ou seja, aquela que recebeu alguma aplicação de bioinsumos.
A tecnologia biológica deixou os laboratórios e já escalou por milhões de hectares cultivados com soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, café, frutas e hortaliças. Dados da consultora Mckinsey comprovam que o Brasil lidera o mercado mundial de bioinsumos.
Controle de pragas agricolas é um dos ramos no qual mais se expandem as terramentas
biologicas. Signitica a utlizaçao de microrganismos (tungos, bacterias e virus) na predaçao
de inseros que canticam avouras. du. arca a uizacao de ouros inseros. chamacos de
“inimigos naturais”, realizando a predação, ou seja, alimentando-se de espécies-praga.
Vem de longe essa ideia. O marco histórico do controle biológico de pragas agricolas sel
deu em 1888, com a introdução, na Calitórnia, da joaninha australiana (Rodolia cardinalis)
para controlar o “pulgão” branco de citros. No Brasil, as primeiras experiências se iniciaram há 1 século, na década de 1920.
Em 1969, a Esalq/USP iniciou o desenvolvimento de tecnologia biológica para o controle da broca da cana-de-açúcar (diatraea sacharalis). Conforme conta o entomologista José Parra, em 1973 se instalou, em Piracicaba, o 1° curso de pós-graduação em controle biológico no país, sob a responsabilidade do professor-doutor Domingos Gallo.
Nessa mesma época, porém, havia uma explosão populacional a ser alimentada no mundo e, sob o manto do controle químico de pragas, do melhoramento genético e da fertilização sintética, ocorreu a chamada Revolução Verde. Ao elevar substancialmente os índices de produtividade fisica da terra, firmou-se o paradigma quimico no agro. Os insumos
biológicos ficaram meio esquecidos.
Na agricultura brasileira, porém, ocorria algo diferente. As pragas surgiam por todos os lados, teimando contra os pesticidas químicos, e a fertilidade dos solos estava ameaçada pela expansão da fronteira agrícola. Era a condição tropical se manifestando.
Iniciou-se assim uma história de sucesso: a construção de um novo paradigma de produção na agropecuária, adaptado às regiões tropicais e subtropicais. Como diria o filósofo Thomas Kuhn, uma revolução científica se aproximava.
Nas regiões tropicais, calor e umidade constantes criam maior diversidade na vida biológica, com cadeias tróficas mais longas e complexas. Ao contrário, invernos rigorosos, típicos de regiões temperadas, simplificam os ecossistemas. É impossível haver só 1 sistema de produção para ambas as situações ecológicas.
A ciência já sabia, faltava o avanço tecnológico. Em cerca de 3 décadas, com muita pesquisa e experimentação prática, a forma de produção no agro começou a mudar.
Bioinsumos deixaram os laboratórios e foram ao campo. Surgiram as biofábricas.
Tecnologias biológicas passaram a se destacar em 3 ramos da agropecuária:
- controle de pragas e doenças agrícolas, incluindo o combate aos patógenos do solo, como nematoides;
- melhoria da fertilidade do solo, fornecendo nutrientes químicos às raízes das plantas, incluindo área de pastagens;
- forte enraizamento de plantas, realizando fixação de nitrogênio atmosférico e elevando a resiliéncia climática, principalmente o estresse contra secas.
Tudo ainda é muito novidadeiro, mas pode-se afirmar que o paradigma da agricultura tropical chegou para ficar. O novo modelo produtivo se erige pela conciliação da química com a biologia. E uma síntese, não uma substituição.
Aqui reside sua grande virtude: os processos biológicos se somam às práticas químicas, trazendo sinergia para alcançar um nível superior na produção agropecuária.
Toda agricultura é orgânica. Fora disso, seria sintética. O grande ensinamento da pesquisa agropecuária do século 21 é esse: entre os químicos e os orgânicos, fique com os 2.












