O cheiro de farofa e torresmo ainda diz muito sobre como a Flora Fogaça entende crescimento. Em 19 de junho de 2015, o Sítio Inhuçu, em São Benedito, na Ibiapaba, recebeu todos os funcionários dos sítios Ipiranga e Inhuçu. A ocasião foi uma feijoada, mas não era só uma festa de confraternização. Na verdade, era o jeito que a empresa encontrou de agradecer, olho no olho, a quem construiu seus 12 anos de história.
O registro foi publicado originalmente pelo Jornal Correio Ibiapaba e resgatado agora pela própria Flora Fogaça em um #TBT nas redes. A imagem que fica é simples. Por um lado, uma mesa farta, com farofa, couve, torresmo, carne e melancia. Por outro lado, colaboradores dos dois sítios se reuniam com a direção da empresa, dividindo a mesa com quem cuida das flores.
Uma festa pensada para quem faz a empresa acontecer
Para o empresário Cláudio Fogaça, fundador da Flora Fogaça, reconhecimento não é discurso: é celebrar resultado junto com quem colabora para alcançá-lo. Foi essa lógica que motivou o evento de 2015. Naquele ano, a empresa completava 12 anos de atuação em São Benedito. Por isso, a decisão foi marcar a data com os próprios funcionários, e não apenas com clientes ou parceiros comerciais.
À época, a Flora Fogaça gerava 110 empregos diretos entre suas sedes, com as atividades concentradas nos sítios Ipiranga e Inhuçu. A feijoada foi, ao mesmo tempo, um momento de lazer coletivo e um agradecimento formal. Assim, a empresa reconhecia publicamente que seu papel econômico, social e educativo na região da Ibiapaba dependia diretamente de cada pessoa presente naquela mesa.
De dois sítios a uma operação em seis estados
O que esse #TBT revela, dez anos depois, é o tamanho do caminho percorrido. Desde 2003, quando chegou a São Benedito, a Flora Fogaça se consolidou como referência na floricultura cearense. A produção inclui crisântemos, rosas, girassóis e folhagens. Com isso, a estrutura que tinha dois sítios na época da feijoada (Ipiranga e Inhuçu) cresceu. Passou a incorporar também Buriti, Angelim e Ilha Perez.
Hoje em dia, a empresa opera com lojas em seis estados: Ceará, Piauí, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte e Paraná. A liderança agora é conjunta, de Cláudio e Matheus Fogaça. Mesmo assim, o crescimento manteve o mesmo ponto de partida: São Benedito e a Ibiapaba como raiz produtiva do negócio.
Por que essa memória importa para o agro cearense
A feijoada de 2015 não é só nostalgia corporativa. Na verdade, ela sintetiza um traço comum às empresas do interior que conseguem escalar sem perder identidade. Esse tipo de crescimento, em número de sedes e estados, costuma vir acompanhado da manutenção de um ritual simples: celebrar com quem trabalha. Por isso, para negócios de base agrícola no Ceará e no Nordeste, esse tipo de registro funciona como lembrete. Ou seja, expansão comercial e valorização das pessoas não são objetivos concorrentes, mas parte do mesmo processo.
Além disso, resgatar esse momento hoje documenta algo que raramente aparece nos números de faturamento ou de área plantada. Trata-se, na verdade, da memória afetiva de quem viveu a construção da empresa por dentro, sítio por sítio, feijoada por feijoada.
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