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Luiz Gastão e os gargalos do agro cearense: crédito, assistência técnica e comercialização — o que vem no AgroRaiz Cast

Fechando a série de conversas recentes do AgroRaiz Cast, o programa recebeu o deputado federal Luiz Gastão, um dos parlamentares que têm atuado na Câmara dos Deputados em temas ligados ao cooperativismo e à regulamentação da Reforma Tributária, com impacto direto no setor produtivo. A entrevista, que passou de uma hora, apresentou um panorama dos […]

Deputado Luiz Gastão fala sobre cooperativismo, comercialização e os gargalos do pequeno produtor cearense.

Fechando a série de conversas recentes do AgroRaiz Cast, o programa recebeu o deputado federal Luiz Gastão, um dos parlamentares que têm atuado na Câmara dos Deputados em temas ligados ao cooperativismo e à regulamentação da Reforma Tributária, com impacto direto no setor produtivo. A entrevista, que passou de uma hora, apresentou um panorama dos principais desafios enfrentados pelo pequeno e médio produtor cearense. Além disso, trouxe propostas para fortalecer o agro estadual. O episódio completo será publicado em breve. Enquanto isso, alguns dos principais momentos já podem ser conhecidos.

Quem é Luiz Gastão

Empresário ligado ao setor de comércio e serviços, Luiz Gastão presidiu o Sistema Fecomércio Ceará antes de ser eleito deputado federal, cargo que exerce em seu primeiro mandato.

Também é produtor rural, com propriedade no interior do Rio de Janeiro. Além disso, integrou o grupo de trabalho responsável pela regulamentação da Reforma Tributária sobre o consumo na Câmara dos Deputados. Durante esse processo, participou das discussões ao lado de representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária e de diversos setores produtivos.

Os três pilares do agro, segundo o deputado

Durante a entrevista, Luiz Gastão resumiu sua visão sobre o desenvolvimento do setor em três pilares: crédito, assistência técnica e comercialização.

Segundo ele, a produção rural evoluiu significativamente nos últimos anos. No entanto, muitos produtores continuam enfrentando dificuldades depois da porteira. Na avaliação do deputado, grande parte deles sabe produzir com eficiência, mas encontra obstáculos para comercializar a produção e negociar preços mais competitivos.

Cooperativismo como resposta à falta de escala

Um dos exemplos apresentados foi o programa de credenciamento de cooperativas criado durante sua gestão no Sistema Fecomércio Ceará.

Segundo Luiz Gastão, a iniciativa permite que cooperativas de pequenos agricultores forneçam alimentos diretamente às unidades do Sesc e do Senac. Além disso, ele afirmou que o modelo fortalece a renda dos produtores e amplia o acesso ao mercado institucional.

O deputado explicou que pretende expandir essa experiência para redes supermercadistas, criando espaços exclusivos para produtos oriundos de pequenos agricultores cearenses.

Fundos setoriais para garantir continuidade

Outro tema abordado foi a criação de mecanismos permanentes de financiamento para cadeias produtivas estratégicas.

Segundo Luiz Gastão, iniciativas desenvolvidas no Pará para fortalecer a cadeia do cacau demonstram a importância de políticas públicas capazes de permanecer mesmo com mudanças de governo.

Por isso, ele defende instrumentos semelhantes voltados ao caju, à apicultura e aos queijos artesanais produzidos no Ceará. Na avaliação do parlamentar, esses setores possuem grande potencial, mas ainda enfrentam limitações relacionadas ao beneficiamento e à comercialização.

Serra da Ibiapaba: potencial isolado pela distância

Ao comentar o potencial da Serra da Ibiapaba, Luiz Gastão afirmou que a região ainda sofre com limitações de infraestrutura logística.

Segundo ele, a distância entre Fortaleza e a serra dificulta a integração econômica. Além disso, faz com que a região mantenha relações comerciais frequentes com municípios piauienses.

Como alternativa, o deputado defendeu a criação de agências regionais de desenvolvimento. Assim, seria possível descentralizar a execução das políticas públicas sem perder a coordenação estadual. Entre as regiões citadas por ele estão a Serra da Ibiapaba, o Vale do Jaguaribe e o Cariri.

Embrapa e assistência técnica

Outro ponto destacado foi a atuação da Embrapa Caprinos e Ovinos, em Sobral, e da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza.

Segundo Luiz Gastão, ambas desenvolvem pesquisas importantes para o semiárido. Entretanto, esse conhecimento ainda chega de forma limitada ao produtor rural.

Na avaliação do deputado, fortalecer a assistência técnica e ampliar a aproximação entre pesquisa e campo são medidas essenciais para aumentar a competitividade do agro cearense.

O exemplo da pesca em Bitupitá

Luiz Gastão também comentou a realidade da pesca artesanal em Bitupitá, no litoral oeste do Ceará.

Segundo ele, os tradicionais currais de pesca continuam produzindo alimentos de qualidade. Porém, a falta de estruturas locais para beneficiamento e conservação do pescado reduz o valor agregado da produção.

Na avaliação do deputado, investimentos em processamento, armazenamento e logística poderiam ampliar a renda dos pescadores e fortalecer a economia regional.

Um olhar para o futuro do agro cearense

Ao longo da conversa, Luiz Gastão defendeu que o desenvolvimento do agronegócio cearense depende da integração entre crédito, assistência técnica, infraestrutura e comercialização.

Por fim, afirmou que o cooperativismo pode desempenhar um papel estratégico para ampliar mercados, agregar valor à produção e fortalecer pequenos e médios produtores.

Em breve, o AgroRaiz Cast publicará a entrevista completa, apresentada por Diego Trindade e Alexandre Fontelles. O episódio reunirá mais detalhes sobre cooperativismo, crédito rural e os caminhos apontados pelo deputado para impulsionar o desenvolvimento do agro cearense.

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