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Laucídio Coelho Neto critica Plano Safra e aponta desafios do crédito rural no país

Pecuarista de MS alerta para altos juros e custo do seguro agrícola, mesmo com nova edição do programa federal O pecuarista Laucídio Coelho Neto, ex-presidente da Acrissul, avaliou que o Plano Safra brasileiro continua sendo um mecanismo insuficiente para atender às necessidades do setor rural. Em entrevista ao podcast AgroRaiz Cast, gravada em Campo Grande, […]

Laucídio Coelho em entrevista sobre crédito agrícola e Plano Safra

Pecuarista de MS alerta para altos juros e custo do seguro agrícola, mesmo com nova edição do programa federal

O pecuarista Laucídio Coelho Neto, ex-presidente da Acrissul, avaliou que o Plano Safra brasileiro continua sendo um mecanismo insuficiente para atender às necessidades do setor rural. Em entrevista ao podcast AgroRaiz Cast, gravada em Campo Grande, ele criticou a burocracia e os altos juros cobrados no país, comparando-os aos padrões internacionais: “No mundo desenvolvido, o crédito custa no máximo 3% ao ano. Aqui, pagamos de 15% a mais de 20% no privado, sem contar a necessidade de subsídios do governo”, afirmou.

No ciclo 2025/26, Mato Grosso do Sul contratou linhas de crédito com taxas entre 8,5% e 14% ao ano, enquanto a Selic média estava em 15%. A edição 2026/27 do Plano Safra prevê R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, com juros entre 8% e 12,5%, mas recursos equalizados menores que os do ciclo anterior — R$ 97 bilhões ante R$ 113,7 bilhões. Para Coelho Neto, esses números ainda não oferecem segurança suficiente ao produtor.

O pecuarista ressaltou também a importância do seguro rural como ferramenta de proteção contra perdas climáticas. Segundo ele, “mais importante que o Plano Safra é conseguir um seguro a custos acessíveis. Sem ele, o prejuízo em anos de seca ou intempéries pode ser devastador”, comparando o sistema brasileiro ao internacional, onde seguros são mais acessíveis e cobrem perdas de forma efetiva.

Laucídio concluiu que ajustes na administração pública são essenciais para melhorar a oferta de crédito e a estabilidade do setor. “Tudo começa fora da porteira, com a correção dos déficits públicos. Sem isso, não há como avançar na agricultura, no crédito ou na segurança econômica do produtor”, finalizou.

Fonte: Jornal A Crítica, Edição 2314

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