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Do calcário ao boi: EPROCE de setembro leva gestão de custos à pastagem na seca

Encontro apoiado pelo IBRAS mostrou como a lógica da mineração ajuda o produtor a enxergar lucro e prejuízo em cada setor da fazenda Como manter a pastagem produtiva quando a chuva é pouca e irregular? Essa foi a pergunta que guiou o EPROCE de setembro, em Fortaleza. Assim, com apoio do Instituto Brasileiro do Semiárido […]

Encontro apoiado pelo IBRAS mostrou como a lógica da mineração ajuda o produtor a enxergar lucro e prejuízo em cada setor da fazenda

Encontro apoiado pelo IBRAS mostrou como a lógica da mineração ajuda o produtor a enxergar lucro e prejuízo em cada setor da fazenda

Como manter a pastagem produtiva quando a chuva é pouca e irregular? Essa foi a pergunta que guiou o EPROCE de setembro, em Fortaleza. Assim, com apoio do Instituto Brasileiro do Semiárido (IBRAS), o encontro trouxe aos produtores uma abordagem pouco comum no campo: cuidar da pastagem na seca com a mesma gestão de custos usada na mineração.

A palestra ficou a cargo de Ronald Andrade e do agrônomo Abidênago Cavalcante. Em resumo, a proposta foi tratar a fazenda como um sistema de produção em que cada área precisa mostrar o próprio resultado.

Setorizar para cuidar da pastagem na seca

Em primeiro lugar, a recomendação foi dividir a fazenda em setores. Com isso, o produtor consegue ver onde está o lucro e onde está o prejuízo, em vez de olhar só o resultado geral da propriedade.

Em seguida, a partir da setorização, os palestrantes indicaram práticas simples para o dia a dia:

  • monitorar a chuva separadamente em cada setor;
  • fazer análise de solo antes de qualquer adubação;
  • trabalhar com a meta de 2,5 unidades animais (UA) por hectare. Uma UA equivale a um animal de 450 quilos de peso vivo, ou seja, é a medida usada para calcular quantos bois a área aguenta sem degradar o pasto.

Em suma, são medidas de baixo custo que dão ao produtor informação para decidir melhor, principalmente nos períodos de seca, quando cada recurso conta.

Capacitação que chega a quem produz

Para o IBRAS, encontros como este mostram que conhecimento técnico não precisa ficar restrito a centros de pesquisa. Afinal, capacitação e gestão de qualidade mudam a realidade do produtor, seja ele pequeno produtor ou dono de uma grande propriedade.

Além disso, a capacitação de produtores rurais é uma das principais frentes do instituto, ao lado da assistência técnica e da convivência com a seca. Portanto, apoiar o EPROCE é uma forma de levar esse conhecimento a mais gente no semiárido, contribuindo para um campo mais produtivo e resiliente.

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