Com apoio do IBRAS, encontro em Fortaleza apresentou a carne de alto padrão como resultado de sistema e o Brangus como opção para a região
Produzir carne premium no Nordeste, mesmo no semiárido, é possível. Esse foi o recado do EPROCE de outubro, que aconteceu em Fortaleza com apoio do Instituto Brasileiro do Semiárido (IBRAS). Os médicos-veterinários e produtores Natália Esteves Pacheco e Julliano Viana Pacheco conduziram a palestra.
Qualidade pensada em toda a cadeia
Em resumo, a mensagem central do encontro foi que carne premium é resultado de um sistema, e não apenas da fase de engorda. Ou seja, para chegar a um produto de alto padrão, a qualidade precisa estar presente em todas as etapas, do manejo ao produto final.
Com isso, muda a forma como o produtor planeja a propriedade. Afinal, genética, manejo e cuidados ao longo da vida do animal passam a fazer parte de uma mesma estratégia.
Brangus: um caminho para a carne premium no Nordeste
Entre as opções que os palestrantes apresentaram, o destaque foi o Brangus. Isso porque a raça une a qualidade de carne do Angus com a rusticidade do Zebu, característica essencial para enfrentar o clima do semiárido.
Na prática, portanto, é uma forma de elevar o padrão da carne sem abrir mão da realidade da região, com animais adaptados ao calor e às condições locais.
Inovação a partir da realidade nordestina
Além disso, o apoio ao encontro faz parte da atuação do IBRAS no desenvolvimento da pecuária adaptada ao semiárido e na agregação de valor à produção rural. Em outras palavras, para o instituto, inovação no campo não significa copiar modelos de outras regiões, mas encontrar soluções que funcionem aqui.
Por fim, com iniciativas como esta, o IBRAS busca abrir novas possibilidades de valor para o produtor nordestino e fortalecer a cadeia da carne na região.












